O ano era 1990 quando chegou aos cinemas um filme que trazia em si pelo menos quatro gêneros distintos, muito bem misturados. Terminou sendo um dos melhores lançamentos e alcançou considerável bilheteria. O seu diretor, Jerry Zucker, viu a obra ser indicada para concorrer ao Oscar de Melhor Filme, em 1991 – perdeu para Dança com Lobos, de Kevin Costner –, além de disputar em outras quatro categorias e vencer duas. Conseguiu isso ao equilibrar na dose certa romantismo, suspense, uma espantosa história sobrenatural e a leveza de uma comédia. Estou falando de Ghost – Do Outro Lado da Vida.

Na minha atual fase de reler, ouvir mais vezes e rever tudo, dediquei um pouco do meu tempo a esse filme, recentemente. E gostei do mesmo modo que na época do seu lançamento. A história tem uma aparente simplicidade, mas talvez prenda os espectadores por isso mesmo, além da multiplicidade de olhares que oferece, como descrevi no parágrafo anterior. É a história de um homem assassinado na presença da mulher que ama, mas que se recusa a abandoná-la após a morte. Ainda mais depois que descobre as razões de ter sido morto e que ela também está correndo perigo. O problema é que, sendo um “fantasma”, não consegue interagir com o mundo material para impedir que ocorra esse provável novo crime. Então, ele recorre aos “serviços” de uma médium que na verdade era uma charlatã, que explorava a boa fé dos outros sem saber que de fato tinha essa habilidade de se relacionar com desencarnados.

Patrick Swayze faz o papel de Sam Wheat, o espírito que segue muito apaixonado e tenta proteger Molly Jensen, vivida por uma Demi Moore jovem e linda como nunca. Mas quem rouba a cena é uma Whoop Goldberg, dando a medida certa de interpretação para a trambiqueira Oda Mae Brown, que lhe rendeu tanto o Globo de Ouro quanto o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Claro que, em tempos nos quais já estava valendo o patrulhamento do politicamente correto, essas premiações não impediram que fossem feitas críticas pelo fato de ser uma mulher negra associada a um estereótipo, um “vodu negro”, como chegaram a escrever. O New York Times, entretanto, preferiu afirmar que ela fizera a personagem com “espanto e irritação”, encontrando um papel que combinava com ela, sendo um grande presente.

Para a indústria do cinema, o que importou mesmo foi que a produção custou relativamente barato, para os padrões de Hollywood: 21 milhões de dólares. Considerando que arrecadou mais de 505 milhões, sendo 17 deles aqui no Brasil, não foi mesmo nada mal. Na verdade, foi o filme de maior bilheteria naquele ano. Para o público, são 127 minutos de bom entretenimento. A pessoa se preocupa, diverte e emociona, há leveza e ao mesmo tempo tensão com os momentos de perigo, existe romance e esperança. Não assista esperando grandes elucubrações filosóficas, um filme que mereça virar “cult”. Mas pode acessar sem medo no streaming, que vai valer a pena.

07.04.2022

Patrick Swayze e Demi Moore

Como bônus temos hoje a música tema de Ghost, Righteous Brothers. O vídeo tem cenas do filme.

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