Um dos episódios mais intrigantes de toda a história da ufologia, como também de outros relatos de fenômenos inexplicáveis, ocorreu em 21 de janeiro de 1959, na cidade portuária de Gdynia, que fica no Mar Báltico, no norte da Polônia. O caso mistura uma série de observações feitas por testemunhas oculares, com intervenção militar e até mesmo o resgate de um suposto “tripulante” que teria sido retirado das águas.

Naquela manhã, trabalhadores do porto e em navios relataram ter visto um objeto brilhante, de formato discóide ou cilíndrico – há controvérsias quanto a isso – e cor alaranjada, cruzando o céu em alta velocidade. Ele teria caído nas águas geladas das proximidades, gerando uma grande coluna de água e vapor. Logo após a queda, consta que as autoridades polonesas, com o uso de um grande grupo de militares, determinaram o total cercamento da área. Mergulhadores foram enviados para o local e, segundo relatos da época, recuperaram um fragmento metálico estranho, descrito como extremamente pesado para o seu tamanho. Teria sido depois constatado ser ele muito resistente a tentativas de corte que foram feitas, assim como à análise térmica.

Como se isso não bastasse, o aspecto mais controverso e fascinante do caso é o relato de que um ser vivo teria sido encontrado na praia ou flutuando próximo ao local da queda, dias depois. Descrito como tendo características humanoides, mas com uma pele de textura estranha (algumas fontes mencionam uma vestimenta metálica colada ao corpo), há quem assegure ter sido ele levado para um hospital, sob custódia militar. E os médicos que o examinaram de imediato teriam notado diferenças, como o número de dedos nas mãos e nos pés. Órgãos internos também não corresponderiam com o padrão humano.

Segundo a lenda urbana ufológica, o ser faleceu pouco tempo depois de ter um “bracelete” ou dispositivo removido de seu pulso. E o seu corpo teria sido levado para a União Soviética para estudos mais profundos. Em função destes fatos e relato, para muitos ufólogos, Gdynia passou a ser chamada de a “Roswell Polonesa”. Neste caso, tanto quanto naquele supostamente ocorrido nos EUA, as evidências mais fortes apontam para crash de OVNI com recuperação de entidade biológica durante a Guerra Fria. Porém, nem todo mundo concorda com essa hipótese e algumas outras também são consideradas.

Críticos e historiadores sugerem que o objeto poderia ser um fragmento de um foguete soviético ou um protótipo de tecnologia de espionagem estadunidense que falhou, o que explicaria o sigilo militar imediato. Como o incidente ocorreu durante um período no qual a União Soviética e os Estados Unidos viviam talvez o auge da desconfiança mútua, o acesso a documentos oficiais foi restrito por décadas, o que permitiu que o caso ganhasse contornos de lenda, misturando fatos documentados com relatos de testemunhas que foram surgindo posteriormente.

Até hoje tudo permanece sem que uma explicação oficial definitiva seja encontrada, em qualquer lugar. Assim, o fato fica mantido como um dos pilares do folclore moderno e da investigação de fenômenos aéreos não identificados na Europa Oriental. E aguçando a curiosidade em todos os demais cantos do planeta.

19.04.2026

O bônus de hoje é Esses Discos Voadores Me Preocupam Demais, de Zé Ramalho.


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