Os milhões de fãs da saga Star Wars têm, no dia de hoje, motivos para comemorar. O 4 de maio está oficialmente identificado como sendo o Star Wars Day, pela Disney/Lucasfilm. E isso nasceu de um trocadilho que está entre os mais famosos da cultura pop. A celebração partiu da semelhança fonética em inglês, entre a frase icônica dos filmes “May the Force be with you” (Que a Força esteja com você) e outra, “May the Fourth be with you” (Que o quatro de maio esteja com você). Esta segunda teve o primeiro registro em 1979, no dia em que Margareth Thatcher assumiu o cargo de primeira-ministra do Reino Unido e seu partido publicou anúncio no jornal London Evening News, com essa expressão e congratulações.
Foi ao longo das décadas de 80 e 90 que os fãs começaram a usar a data organicamente. Mas, através da internet e das redes sociais é que o movimento ganhou força global. E agora, aproveitando o dia de hoje a Disney anuncia o lançamento dos episódios finais da série animada Star Wars: Maul – Shadow Lord. Além disso, o Disneyland Park (Califórnia) está realizando o evento Star Wars Nite, com noites temáticas que incluem desde uma série de encontros com personagens raros até experiências gastronômicas inspiradas na saga. E, em Los Angeles, o Academy Museum of Motion Pictures está promovendo uma série de atividades gratuitas, que estarão culminando com exibição especial de O Império Contra-Ataca. Nela, haverá a presença do ator Billy Dee Williams (Lando Calrissian). Mesmo assim, para os puristas a data preferida segue sendo o 25 de maio, pois marca o aniversário de lançamento do primeiro dos filmes. O que ganha mais força por também coincidir com o Dia do Orgulho Nerd.
Star Wars foi uma febre que deixou “sequelas”. Incontáveis apaixonados pelas histórias vividas por um pequeno grupo de rebeldes que enfrentou um império autoritário. A resistência que resiste ao tempo, de tal forma que mesmo quem não viu os filmes quando dos lançamentos consegue os acompanhar com uma paixão quase idêntica. Os sabres de luz da “Aliança Rebelde” se levantando contra a injustiça é a metáfora eterna de qualquer povo que busca soberania, liberdade e independência.
São 11 os filmes lançados no cinema, divididos em três trilogias e dois filmes derivados. Interessante é que os três primeiros acabaram transformados nos episódios quatro, cinco e seis. Isso porque a segunda das trilogias volta no tempo e conta os primórdios, os acontecimentos que antecederam o grande confronto. A Fundação nos oferece o marco zero, que é o episódio IV: Uma Nova Esperança (1977); o episódio V: O Império Contra-Ataca (1980), o que frequentemente é citado como o melhor filme da saga; e o episódio VI: O Retorno de Jedi (1983), com o encerramento da jornada de Luke Skywalker. Depois veio a Prequel (prelúdio), com as origens de Darth Vader. Nela tivemos o episódio I: A Ameaça Fantasma (1999), que traz o retorno de George Lucas à direção; o episódio II: Ataque dos Clones (2002), com a transição para o uso intensivo de CGI; e o episódio III: A Vingança dos Sith (2005), mostrando a queda de Anakin e o nascimento do Império.
O fechamento se deu com Sequel (sequência), estreando a “Era Disney”. Esta terceira trilogia tem o episódio VII: O Despertar da Força (2015), a retomada que quebrou recordes mundiais; o episódio VIII: Os Últimos Jedi (2017), o capítulo mais divisivo entre os fãs; e o episódio IX: A Ascensão Skywalker (2019), com a história da família Skywalker. Nos intervalos destes três houve a chegada dos filmes derivados. São eles Rogue One: Uma História Star Wars (2016), focado no roubo dos planos da Estrela da Morte; e Han Solo: Uma História Star Wars (2018), com a juventude do contrabandista mais famoso da galáxia. Vale notar que estamos às vésperas do retorno da franquia às telonas com The Mandalorian & Grogu, previsto para 22 de maio.
A franquia é uma “máquina de bilhões”. Ajustados para a inflação de 2026, os números são astronômicos. Pelo menos dois dos filmes arrecadaram mais de US$ 2 bilhões. Todos juntos passaram de US$ 10 bilhões e outros US$ 40 bilhões foram arrecadados com licenciamento de produtos (brinquedos, jogos e roupas). Mas, por que uma história sobre “cavaleiros espaciais” ressoou tanto? George Lucas baseou o roteiro nos estudos de Joseph Campbell (O Herói de Mil Faces). É uma estrutura narrativa universal que conversa com qualquer cultura: o jovem comum que descobre um destino maior. Também, o confronto político é atemporal, ressoando onde existe opressão. E onde ela não ocorre? Complementa o fato de o conceito de “Força” não estar ligado a uma religião específica, permitindo que pessoas de diferentes crenças – ou sem elas – se apropriassem do conceito, adotando a filosofia de equilíbrio entre luz e sombra. E ocorreu a coincidência da chegada de técnicas que permitiram o uso de efeitos especiais até então sequer imaginados. Mas, para todos nós que gostamos tanto destas aventuras e seus protagonistas, pouco importa as razões de tudo ter conspirado para dar certo. Melhor mesmo é que podemos nos sentir parte deste sonho.
04.05.2026

O bônus de hoje é uma das músicas tema de Star Wars (A Chegada à Naboo).
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