Quem tem amigos tem tudo. E eu os tenho. Foi assim que consegui um ingresso tardio e pude assistir ao show de David Gilmour, na Arena do Grêmio, em 16 de dezembro de 2015. Foram poucos dias depois do meu aniversário e eu pude, num presente muito apreciado, ver ao vivo um dos meus ídolos musicais da adolescência. Pink Floyd fora para mim, muitos anos antes, quase que um portal de passagem para um mundo de pura sonoridade. Lembrei disso tudo agora, porque estava vendo uns clipes no Youtube e entre eles apareceram Shine On You Crazy Diamond (Continue a Brilhar Diamante Louco), que dura mais de 12 minutos, e High Hopes (Altas Esperanças). Rejuvenesci uns 40 anos em minutos. Pena que a sensação não é permanente.

Pink Floyd era uma banda de rock surgida em Londres, em meados dos anos 1960. Suas composições tinham como característica serem longas e resultantes de experimentações sonoras. Isso rendeu um título informal de liderança entre os adeptos do chamado “rock progressivo”, trazendo prestígio internacional, grande influência e retorno comercial imenso. O quarteto original tinha Nick Mason, na bateria; Roger Waters, baixo e voz; Richard Wright, teclados e voz; e Syd Barrett, guitarra e vocal. Esse último era o líder, mas ficou apenas três anos no grupo, saindo devido a uma evidente deterioração de sua saúde mental. Um ano antes David Gilmour já havia entrado, justamente como guitarrista e vocalista, em substituição gradual.

Com a saída de Barrett, quem assumiu como letrista principal foi Waters, que liderou o lançamento de cinco álbuns considerados antológicos pelos fãs da banda: The Dark Side of the Moon (A Face Escura da Lua), em 1973; Wish You Were Here (Queria Que Você Estivesse Aqui), em 1975; Animals (Animais), em 1977; The Wall (O Muro), em 1979; e The Final Cut (O Corte Final), em 1983. O segundo deles foi uma homenagem ao companheiro que se afastou pela doença. No final de 1979 Wright deixou o grupo. Waters fez o mesmo em 1985. Mas em 2005 todos se reuniram para uma única apresentação no Live 8, um evento global que buscava conscientização. Isso ocorreu nos dias 02 e 06 de julho, nos países que integram o G8 mais a África do Sul, tentando pressionar líderes mundiais para que perdoassem a dívida externa das nações mais pobres do mundo e para que estabelecessem regras mais justas no comércio com as nações africanas. Foram mais de mil os músicos participantes, tendo ocorrido transmissão por 182 redes de televisão e duas mil emissoras de rádio.

Em carreiras solo, Waters gravou cinco álbuns em estúdio e Gilmour um número ainda maior, além de participações em muitos outros trabalhos, em alguns dos quais chegou a atuar como engenheiro de som. Essas parcerias foram com Grace Jones, Paul McCartney, Ringo Starr e outros nomes mais. Com Supertramp criou Brother Where You Bound (Irmão Qual é o Seu Limite?). O show que tive oportunidade de ver ocorreu quando de sua primeira vinda ao Brasil. Foram quatro apresentações, sendo outras duas em São Paulo e uma em Curitiba. Na mesma turnê esteve na Argentina e no Chile. A revista norte-americana Guitar World o considera o sexto melhor guitarrista de todos os tempos. A Rolling Stone é mais rigorosa e o aponta como sendo o 14º melhor. Uma ou outra colocação já valeriam aquele ingresso. Para mim, uma noite de fato inesquecível

22.03.2022

Passa o tempo, o talento permanece (e aumenta)

O bônus de hoje é High Hopes, obviamente com David Gilmour.

DICA MUSICAL

DAVID GILMOUR – LIVE AT POMPEII

Como de costume, David Gilmour atende às expectativas mais exigentes e demonstra outra vez seu talento como guitarrista e como intérprete. São dois CDs gravados ao vivo, com versões ligeiramente diferentes de músicas, antigas e novas. Clicando sobre a imagem acima você será direcionado para a possibilidade de aquisição. Se isso for feito através desse link, o blog será comissionado.

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