Para quem leu a crônica anterior, vamos seguir enumerando nessa as quatro que faltam, para que se complete um “passeio” por todas as Sete Maravilhas do Mundo Antigo. São elas a Grande Pirâmide de Gizé, a Estátua de Zeus, o Farol de Alexandria e os Jardins Suspensos da Babilônia. Assim como as outras três anteriormente citadas, elas receberam essa titulação por serem consideradas símbolos do ápice da engenharia, da arquitetura e da beleza artística, na Antiguidade. Mas nem adianta você tentar a compra de um pacote turístico, na agência de sua preferência, para viajar e conhecer todas elas. Apenas uma ainda existe e está muito menos suntuosa do que já foi – o que, mesmo assim, não impede que seja visitada – bastando ser feita uma única viagem, portanto.

Então, vamos recomeçar aqui justamente por ela. A Grande Pirâmide de Gizé. Ela foi construída no Egito, cerca de 2.500 anos antes de Cristo, com o objetivo de ser a tumba do faraó Quéops. Sua altura original era de 146,5 metros, o que a tornava a estrutura mais alta construída em todo o planeta, liderança que perdurou até o Século XIV, quando foi superada pela Catedral de Lincoln, erguida com arquitetura gótica na Inglaterra. Coloquei “altura original” porque devido à erosão da sua camada externa, feita em calcário, ela perdeu quase oito metros. Mesmo assim, continua sendo um dos mais extraordinários pontos turísticos que podemos visitar. Basta pensar no quanto foi complicado transportar e colocar no lugar os 2,3 milhões de blocos de pedra que a constituem. Esse trabalho demorou 14 anos para ser concluído. Até hoje resta muito mistério sobre a realização dessa e de outras obras na região, uma vez que não se sabe como os egípcios conseguiam alinhar todas elas com os pontos cardeais.

A Estátua de Zeus foi esculpida por Fídias, por volta do ano 435 a.C. Ela ficava dentro de um templo dedicado a esse deus, que regia o Universo, controlava os céus, outros deuses e os humanos, segundo a mitologia grega. Os romanos, posteriormente, o chamaram de Júpiter. Pois o tal templo ficava na cidade de Olímpia, onde ocorreram os primeiros Jogos Olímpicos, que por essa razão receberam esse nome. Era um santuário e a obra do escultor ocupava seu centro, com quase 12 metros de altura. Ele estava sentado em um trono feito de madeira de cedro e ricamente decorado com ouro, pedras preciosas e marfim. Ele segurava na sua mão direita uma estátua menor de Nike, a deusa da vitória – esse nome é bastante conhecido hoje em dia por razões esportivas e não culturais. Na mão esquerda estava um cetro, com a imagem de uma águia. O imperador romano Calígula queria levar a estátua para Roma e trocar o rosto original pelo seu, mas isso nunca aconteceu. Ela acabou sendo perdida e não se sabe bem quando e como isso ocorreu. Há quem diga que foi quando da destruição do templo, em 426 d.C., e quem afirme que foi consumida pelo fogo após transportada para Constantinopla.

O Farol de Alexandria foi uma obra que resultou de necessidades muito mais práticas e mundanas. Isso porque as águas próximas ao seu porto, fundado por Alexandre, o Grande, em 331 a.C., eram muito rasas e existiam rochas em demasia. Isso era uma ameaça severa para a prosperidade do local existente na costa do Egito. Assim, foi erguida uma imponente torre de sinalização luminosa, para orientar os marinheiros. Ela foi posta na ilha de Pharos, que ficava próxima – daí em diante foram batizados de farol as obras semelhantes. O arquiteto grego Sóstrato de Cnido foi o responsável pela obra, que levou mais de uma década para ser concluída. Ela tinha uma base quadrada, uma seção intermediária octogonal e uma parte superior cilíndrica. Uma rampa em espiral os conectava, sendo que a chama acesa no topo ficava visível a 48 km de distância. Terremotos o derrubaram, com tudo vindo abaixo no Século XV. Em 1994 arqueólogos franceses ainda encontraram pedras enormes nas águas próximas. E em 2015 chegou a ser anunciado que fariam a sua reconstrução, mas isso até agora não foi posto em prática.

Fecho com a mais misteriosa entre todas as maravilhas. Isso porque não há sequer certeza absoluta de terem existido os Jardins Suspensos da Babilônia. Todos os relatos sobre eles são considerados insuficientes para uma evidência conclusiva. Isso porque o nível de engenharia que seria necessário para que fosse mantida toda a exuberância descrita, em pleno deserto do atual Iraque, seria espantoso. Em tese o rei babilônico Nabucodonosor II, no ano de 600 a.C., determinara sua construção em razão de sua amada esposa ter saudades da vegetação que existia em sua terra natal. Amitis da Média era uma princesa meda, filha do rei Ciaxares, que casou para assegurar uma aliança estratégica entre os medos e os babilônios. A vegetação exótica exigia irrigação através de um sofisticado sistema de tubulações, que trazia a água bombeada desde o Rio Eufrates. Seria composto por uma série de telhados, com cerca de 23 metros de altura, com o fluxo final da água ocorrendo por gravidade. Dava a impressão de ser uma montanha formada pelas mais diversas plantas, ervas e flores. A incerteza de sua existência impede também que se determine seu fim e as razões do desaparecimento.

05.05.2022

Ilustração de como poderia ter sido os Jardins Suspensos da Babilônia

O bônus de hoje é Jardins da Babilônia, de Rita Lee.

Rita Lee – Jardins da Babilônia

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1 Comentário

  1. Foi muito bom passear por estas histórias, fazem pensar em que nos tornamos, apesar de todo o progresso científico.

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