Lançado em 1994, Forrest Gump: O Contador de Histórias, se tornou um verdadeiro marco no cinema estadunidense. Baseado no romance de Winston Groom, a obra foi dirigida por Robert Zemeckis. E misturou com maestria efeitos visuais que eram inovadores naquela época, com uma narrativa profundamente emocional. O filme narra algumas décadas da vida de Forrest Gump, personagem vivido por Tom Hanks. Se trata de um homem simples, natural do Alabama, que tem um QI (*) muito baixo. Mas, essa sua deficiência, é compensada por doses cavalares de sorte e uma grande integridade pessoal.
A história é contada a partir de um tempo no qual Forrest está sentado em um banco de praça, aguardando a chegada de um ônibus. Durante essa espera ele conta sua trajetória para estranhos que compartilham com ele aquele momento. E revela que, sem querer, influenciou alguns dos maiores eventos da história dos Estados Unidos, entre os anos 1950 e 1980. Entre os temas abordados está a questão relativa ao destino e ao acaso: teríamos uma vida mais ou menos programada ou estaríamos à deriva, como uma pena ao vento? Mostra também, em relação à figura central, sua inocência e seu amor incondicional. Ele atravessa a vida superando traumas como racismo, guerra (Vietnã) e até assassinatos políticos, sem que sua essência seja perdida. E sem que suas relações com Jenny (Robin Wright) e com sua mãe (Sally Field) sejam de alguma forma abaladas.
A aceitação do filme foi mundial e enorme. Ele se tornou um fenômeno de bilheteria e de crítica, tendo arrecadado perto de 687 milhões de dólares. No Oscar de 1985, dominou completamente a cena. Venceu em seis das categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator, Melhor Roteiro Adaptado (Eric Roth), Melhor Edição (Arthur Schmidt) e Melhores Efeitos (Ken Ralston, George Murphy, Stephen Rosenbaum e Allen Hall).
Enquanto na ficção Forrest Gump corria por correr – ele faz isso, a partir de determinado momento –, aparentemente sem propósito e não buscando a popularidade que acabou angariando, aqui no Brasil um deputado federal se valeu de ideia semelhante, mas de olho na máxima divulgação possível. Nikolas Ferreira (PL-MG), de apelido Chupetinha, resolveu caminhar da cidade de Paracatu, nas Minas Gerais, até Brasília, distante 240 quilômetros, como forma de protesto e exigência da libertação do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por Tentativa de Golpe de Estado. E também para desviar a atenção do noticiário sobre temas potencialmente perigosos para si, como o caso do Banco Master.
Outra coisa que os diferencia é que a corrida no filme durou 3 anos, 2 meses, 14 dias e 16 horas, percorrendo 24.539 quilômetros. Evidente que sempre a pé, como se corre. O deslocamento do parlamentar e alguns seguidores foi feito em cinco dias, com partes do percurso realizadas em automóveis e com pernoites em hotéis. Em cada trecho se associavam a eles outros simpatizantes da causa, com acompanhamento temporário. Uma espécie de revezamento. E um grupo maior os estava esperando na Praça do Cruzeiro, na Capital Federal.
Inacreditável é que no ponto de chegada, antes que estivesse presente o “andarilho fake news”, ocorreu um incidente climático, com a queda de um raio – havia mau tempo – deixando dezenas de pessoas feridas, felizmente sem vítimas fatais. Como Nikolas Ferreira se diz evangélico, talvez devesse interpretar isso como um aviso de Deus. Acho que nem mesmo Ele suporta mais esse desequilíbrio cognitivo persistente da extrema-direita.
27.01.2025
(*) QI são as iniciais de Quociente de Inteligência. Trata-se de uma medida numérica, obtida através da aplicação de testes padronizados, que avalia a capacidade cognitiva, lógica, de raciocínio e memória de um indivíduo em comparação com a média da população, que é 100. Faixas aceitas como normais são entre 85 e 115. Ele foca principalmente em habilidades linguísticas, matemáticas, lógicas e de visualização espacial. Originalmente foi criado por Alfred Binet, para identificar necessidades educacionais, sendo hoje destinado para verificar desempenho. Quando as pontuações ficam abaixo de 70-75 podem indicar que existe deficiência intelectual. Acima de 130-140 indicam alta inteligência. Mas, ele não mede criatividade, inteligência emocional ou inteligência prática, sendo apenas voltado para uma parte da inteligência total.

O bônus de hoje é a música Blowin ’In The Wind, com a cantora de folk Joan Baez. Essa canção integra a trilha sonora do filme Forrest Gump.
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