Na postagem feita no primeiro dia do ano, referi aqui no blog os temas literatura, cinema e música, em brevíssimo retrospecto. Hoje, tomo a liberdade de fazer algumas indicações de boas leituras, que podem ser feitas neste início de 2026. Mas, o critério para destaques que elenco são os livros terem sido finalistas ou vencedores de concursos realizados em nosso país, em 2025. O aval dos jurados se torna importante na hora da escolha, em livrarias ou compras online.
O Prêmio Jabuti destacou o romance literário Vento em setembro, de Tony Bellotto, apontado como o melhor na categoria. Mas, Bambino a Roma, de Chico Buarque; De onde eles vêm, de Jeferson Tenório; e Escalavra, de Marcelino Freire, foram fiéis escudeiros. Vencedor como romance de entretenimento foi o livro As fronteiras de Oline, de Rafael Zoehler. Uma família feliz, de Raphael Montes; e O amor e sua fome, de Lorena Portela, também tiveram ênfase. Em conto, o apontado foi Dores em salva, de Elimário Cardozo. E no gênero poesia, Respiro, de Armando Freitas Filho (obra póstuma).
O Prêmio São Paulo de Literatura, que premia apenas romances, sendo um de autor estreante e outro de quem já tenha publicado, escolheu O último dos copistas, de Marcílio França Castro; e A árvore mais sozinha do mundo, de Mariana Salomão Carrara, respectivamente. Os demais finalistas foram Neca, de Amara Moira; Lia, de Caetano Galindo; e Avenida Beberibe, de Claudia Cavalcanti, no primeiro grupo. Adriana Lisboa, com Os grandes carnívoros; Beatriz Bracher, com Guerra – I: ofensiva paraguaia e reação aliada (também premiado pela Biblioteca Nacional); e Silvana Tavano, com Ressuscitar mamutes, completaram o segundo.
O Prêmio Biblioteca Nacional, além do romance citado acima, destacou ainda Tantra e a arte de cortar cebolas, de Iara Biderman, na categoria conto. E, em poesia, o destaque ficou com Pote de mel e outros poemas, de Leonardo Gandolfi. Na retrospectiva feita aqui no virtualidades, foram os dois vencedores do Prêmio Sesc de Literatura também citados. Marcus Groza, em romance, com Goiás; e Abáz, em conto, com Massaranduba. Todos os citados, sem exceção alguma, têm condições de alcançar boa aceitação e vendagem, em 2026.
É possível ainda apostar no sucesso de Coração Sem Medo, de Itamar Vieira Junior. Após o fenômeno Torto Arado, Itamar oferece essa nova obra também focada em temas de ancestralidade e resistência no interior do Brasil. A Estranha na Cama, de Raphael Montes, é mais uma com tudo para ser bem aceita.Ele é um dos mestres do thriller brasileiro e lança este romance que já nasce com adaptação confirmada para a Netflix. Espere por reviravoltas chocantes e ritmo frenético. Uma última recomendação recai sobre Nego Tudo: Ficções Súbitas, da paulistana Andréa del Fuego. Ela é uma das vozes mais potentes da nova geração, trazendo contos que exploram fortemente a identidade feminina e a solidão moderna. Esses três são os únicos que listo aqui, sem ter uma prévia “aprovação” de jurados especializados.
No âmbito do Rio Grande do Sul, o Prêmio Minuano de Literatura, que é organizado pelo Instituto Estadual do Livro (IEL), apontou como a melhor narrativa longa A mulher de dois esqueletos, de Julia Dantas. Foram finalistas Açougueira, de Marina Monteiro; e Vera, de José Falero. Em narrativa curta, venceu o livro Condições ideais de navegação para iniciantes, de Natalia Borges Polesso. E foram finalistas Flávio Kiefer, com Cidade abstrata; e Luciana Brandão, com Flora e fauna. Em poesia, premiaram O mar enquanto, de Diego Lock Farina. As outras duas obras finalistas foram A passageira, de Lorena Martins; e Kitnet de vidro, de Diuli de Castilhos.
O Prêmio Açorianos de Literatura, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa de Porto Alegre, apontou Mariana Ianelli como a autora do melhor livro de crônicas, Prazer de miragem, que levou ainda a escolha com Livro do Ano. Na narrativa longa Carolina Panta venceu com Falso lago. Os outros finalistas foram A solidão do amanhã, de Henrique Schneider; e O palco tão temido, de Renata Wolf. Em conto, destaque para Mãe, eu tô sangrando, de Stela Rates. Outros finalistas foram A costura invisível da bola, de Luiz Maurício Azevedo; e Fotossíntese e outros processos de sobrevivência, de Sinara Foss.
O Prêmio AGES, da Associação Gaúcha de Escritores, tem como sua principal característica o fato de que os próprios associados escolhem os melhores de cada ano. Ou seja, não se trata de um corpo de jurados que seja convidado. E eles apontaram como Livro do Ano, em 2025, As seis estrelas e o mistério da dama fantasma, de Maristela Scheuer Deves, uma obra de ação e aventura voltada para público adolescente – quem sabe um presente/estímulo para algum jovem leitor da sua família? Julia Dantas, com A mulher de dois esqueletos, acumulou uma segunda vitória, como melhor narrativa longa. As duas outras finalistas foram Deságua, de Dani Langer; e Refúgio para bisões, de Gabriel Bortulini. Claudia Laitano venceu em crônica, com Recado dos dias. Finalistas com ela foram O risco de sairmos ganhando, de Angela Hofmann; e Cidade abstrata, de Flávio Kiefer, este outro lembrado duplamente.
Essa longa lista chega ao fim com o Prêmio da Academia Rio-Grandense de Letras (ARL). Na poesia (Troféu Alceu Wamosy), venceu Patrícia Silveira, com Instruções para astronautas. Na categoria conto, Thaiane Paschoal levou o Troféu Simões Lopes Neto, com o livro Jabuticabas maduras. E no romance, Marina Monteiro teve outra vez destacada sua obra Açougueira (Troféu Alcides Maya).
09.01.2025

Como bônus se oferece primeiro o poema Motivo, de Cecília Meireles, musicado por Fagner. Ele preservou a métrica e a melancolia de versos como “Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa”. Depois temos a música Capitu, composta por Itamar Assumpção em homenagem direta a uma das personagens mais enigmáticas da nossa literatura. Na obra Dom Casmurro, de Machado de Assis, existe a dúvida eterna sobre ter havido ou não traição. E existe a fantástica descrição de seus “olhos de ressaca”. Quem canta é Zélia Duncan.
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