SEIS MESES PARA O EMBATE

Vários meios de comunicação têm apresentado na sua programação uma contagem regressiva para o início da Copa do Mundo. Pois hoje temos também uma data simbólica, com o registro de exatos seis meses, 180 dias, para uma decisão ainda mais importante para nosso país do que a eventual conquista do hexacampeonato mundial de seleções de futebol. No dia 04 de outubro estaremos todos diante das urnas eletrônicas para escolher o presidente da República, além de todos os governadores, dois senadores por Estado e a totalidade dos deputados estaduais e federais que irão compor as assembleias legislativas e a câmara.

A partir de agora o cenário das ainda pré-candidaturas, em especial para o Poder Executivo, começa a se consolidar. As articulações estão sendo concluídas e em breve o que teremos são os palanques reais. Neles o que se espera são propostas reais, a apresentação de visões de mundo, a defesa de modos de condução das políticas públicas. Até o momento no qual competirá a cada um de nós definir com nosso voto o rumo do país nos próximos quatro anos. Ou muito mais tempo, pois uma escolha errada pode repercutir em problemas e situações que se arrastam bem além do período de um mandato.

Enfim, para o eleitor este tempo que nos separa do momento crucial é a representação de uma janela, ideal para que debruçado observe o que lhes apresentam. Para que filtre o ruído das redes sociais e foque no que realmente importa. A cidadania deixa de ser um conceito abstrato e passa a exigir atenção redobrada. Conhecer mais e melhor quem está nos pedindo muito mais do que um voto, mas quase uma carta branca. A corrida, que antes parecia distante, agora ganha a velocidade e a urgência de uma reta final. A linha de chegada está logo adiante.

Em termos de Presidência, temos hoje dez nomes que se apresentam como postulantes. Vale lembrar que embora eles já estejam em pré-campanha, será com as convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto, que o martelo será batido oficialmente. Ou seja, o cenário de hoje não é definitivo, podendo ocorrer desistências ou novas adesões. Mesmo assim, como contribuição para um melhor conhecimento inicial, apresento a seguir, em ordem alfabética, esses dez nomes postos agora, em 04 de abril. Ao lado, entre parêntesis, seus partidos. E depois uma brevíssima apresentação pessoal e de suas plataformas.

Aldo Rebelo (DC): Jornalista e político; foi presidente da Câmara dos Deputados e ministro da Defesa. Pela Democracia Cristã, defende uma posição nacionalista, focada na Amazônia e na aproximação com setores produtivos e militares. Edmilson Costa (PCB): Economista e Secretário-Geral do Partido Comunista Brasileiro. Representa a ala da esquerda que defende a total ruptura com o sistema financeiro tradicional, assim como a estatização de todos os setores estratégicos da nossa economia. Flávio Bolsonaro (PL): Senador pelo Rio de Janeiro e herdeiro político de Jair Bolsonaro. Sua campanha foca na pauta de costumes como meio de obter apoio incondicional de evangélicos, na liberdade econômica e no alinhamento com líderes da extrema-direita internacional. Entretanto, sua viabilidade depende da manutenção das atuais condições jurídicas de elegibilidade. Hertz Dias (PSTU): Professor e militante do movimento negro e sindical, sua pré-candidatura foca na defesa dos direitos da classe trabalhadora e no combate às desigualdades estruturais sob uma perspectiva socialista. Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Atual Presidente da República, concorre à reeleição para o seu quarto mandato. Sua plataforma baseia-se na manutenção da estabilidade democrática, nos programas sociais como forma de reduzir as desigualdades, na inserção do Brasil como protagonista mundial e na proteção ambiental.

Renan Santos (Missão): Um dos fundadores do MBL (Movimento Brasil Livre). Lança-se por um partido recém criado, com uma agenda liberal-conservadora voltada para a renovação política e tenta se colocar como alternativa para combate à polarização. Romeu Zema (Novo): Eleito governador de Minas Gerais para um segundo mandato, renunciou para concorrer. Empresário, é um expoente da direita liberal, defendendo a austeridade fiscal, privatizações e a redução do aparato estatal. É visto por setores do centro como um forte nome para compor uma eventual chapa de coalizão. Ronaldo Caiado (PSD): Governador de Goiás e médico, também renunciou para concorrer. Recentemente confirmado pelo PSD como pré-candidato oficial, deve ser apoiado por setores conservadores do agronegócio e tem como uma vitrine os índices de segurança pública de seu Estado. Rui Costa Pimenta (PCO): Jornalista e presidente do Partido da Causa Operária. É um nome frequente nas eleições, utilizando o espaço para defender os ideais do marxismo e criticar o imperialismo internacional. Samara Martins (UP): Coordena a Unidade Popular e a Frente Negra Revolucionária. Foi candidata à vice-presidência no pleito de 2022. Sua plataforma foca na reforma agrária, nos direitos das populações periféricas e na luta antirracista.

Um detalhe: seja qual for o escolhido – ou a escolhida –, irá demorar um pouco mais para assumir. Teremos uma mudança histórica: pela primeira vez a posse presidencial não será no primeiro dia do ano, mas em 05 de janeiro de 2027.

04.04.2025

O bônus de hoje é a música Vossa Excelência, dos Titãs. Ela foi composta por Tony Bellotto, Paulo Miklos e Charles Gavin. Trata-se de uma crítica contundente ao comportamento de autoridades, especialmente do Legislativo e do Executivo, quando mal escolhidas.

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